Serviços de Engenharia de AvaliaçõesAvaliação de imóveis para fins de direito conforme normas da ABNTServiços técnicos de avaliações de imóveis em conformidade com as normas da ABNT - Laudos de avaliação do patrimônio das pessoas físicas e jurídicas para fins de direito - Avaliação de imóveis urbanos comerciais, industriais e residenciais - Avaliação de imóveis para garantias hipotecárias, penhora, dação em pagamento, desapropriação e outros fins - Laudo de avaliação patrimonial dos bens reconhecidos como ativo permanente imobilizado das entidades jurídicas: imóveis e bens móveis, instalações industriais, máquinas, equipamentos e outros bens e direitos - Serviços de Engenharia Legal - vistorias, perícias de engenharia e assistência técnica judicialAs normas brasileiras da ABNT que estabelecem os procedimentos para avaliação de imóveis são:
Substituem a antiga NB-502, com maior detalhamento dos conceitos e procedimentos avaliatórios, com a separação dos métodos e a determinação do modo de executar os cálculos em cada método Recomenda-se a sua aplicação em todas as manifestações escritas vinculadas à Engenharia de Avaliações, que são de responsabilidade e da competência exclusiva dos profissionais legalmente habilitados pelo CREA, em consonância com a Lei Federal 5194 de 24/12/66, com as resoluções n. 205, 1010 e 345 do CONFEA e com a própria NBR 14.653. Algumas atividades básicas devem ser realizadas pelo perito avaliador, em todo e qualquer método de avaliação, para caracterizar o seu trabalho como Laudo de Avaliação de Imóvel, conforme definido na norma. ATIVIDADES PRELIMINARES1) - Definição do objetivo da avaliação: valor de mercado, locação, outros; 2) - Caracterização da sua finalidade: compra, venda, desapropriação, doação, alienação, dação em pagamento, permuta, garantia, fins contábeis, seguro, arrematação, adjudicação e outros; 3) - Identificação do imóvel que será objeto da avaliação; 4) - Necessidade ou não de verificação de medidas; 5) - Atenção para prazo limite para apresentação do laudo; ANÁLISE DA DOCUMENTAÇÃORotineiramente, a averiguação da situação dominial não faz parte do escopo da avaliação, porém cabe ao avaliador solicitar ao contratante o fornecimento da documentação disponível relativa ao imóvel. 1) - Verificar a documentação relativa ao imóvel, no mínimo, com Certidão recente do Registro Geral de Imóveis. Prestar atenção na existência de cláusulas restritivas de uso ou, ainda, de problemas jurídicos 2) - Ao constatar eventuais incoerências ou insuficiências, convém informar ao contratante e explicitar a circunstância no laudo, bem como os pressupostos assumidos em função dessas condições 3) - Recomenda-se consultar as legislações municipal, estadual e federal, bem como examinar outras restrições ou regulamentos aplicáveis, tais como os decorrentes de passivo ambiental, incentivos ou outros que possam influenciar no valor do imóvel VISTORIAÉ imprescindível a vistoria do imóvel avaliando para registrar suas características físicas e outros aspectos relevantes à formação do seu valor 1) - Visitar o imóvel a ser avaliado, fazendo fotos externas e internas; também, se possível e necessário, planta baixa e croquis de localização 2) - Descrever a caracterização do terreno, construções, benfeitorias e região 2.1) - Terreno: Localização, aspectos físicos (solo, topografia, etc), infra-estrutura, utilização atual e vocação, restrições e outras situações relevantes 2.2) - Construções: Padrão construtivo, estado de conservação, número de cômodos ou partes, qualidade de construção, idade do imóvel e seu estado de conservação 2.3) - Região: Aspectos sócio-econômicos, físicos e infra-estrutura urbana 3) - A vistoria deve ser complementada com a investigação da vizinhança e da adequação do imóvel ao segmento de mercado com identificação de circunstância atípicas, desvalorizantes ou valorizantes 4) - Verificar todos os dados essenciais à formação do preço de imóveis daquele local. Se rural, a vocação agrária da região e a distância aos grandes centros consumidores 5) - Procurar informações no local sobre o movimento de compra e venda, ou de aluguéis de imóveis, para saber quais as bases praticadas, reais ou presumidas, que as pessoas ali residentes têm 6) - Vistoria por Amostragem - Na avaliação de conjunto de unidades autônomas padronizadas, é permitida vistoria interna por amostragem aleatória de uma quantidade definida previamente pelas partes ou, se houver omissão no contrato, de um percentual mínimo de 10% do total das unidades de cada bloco ou conjunto de unidades de mesma tipologia 7) - Avaliação em Massa - Nas avaliações em Massa é imprescindível que o avaliador conheça a região. Sob sua responsabilidade podem ser designados profissionais habilitados para vistorias 8) - Diagnóstico de Mercado: Deve-se proceder à análise sucinta do comportamento do segmento de mercado ao qual pertence o imóvel em avaliação, resumindo a situação constatada quanto a liquidez do dito imóvel 9) - Fotografias e outros recursos para complementar a vistoria. Além de máquina fotográfica, de preferência digital, o Engenheiro Avaliador, nos dias atuais, deve recorrer a diversas ferramentas como: Google Earth, GPS, AutoCAD, Trenas e Instrumentos de Topografia METODOLOGIAS DE AVALIAÇÃOAs metodologias aplicáveis à avaliação de imóveis dependem basicamente:
MÉTODO COMPARATIVO DE DADOS DE MERCADOO método comparativo é o mais exato e importante, segundo determinação da própria NBR-14.653. Nada melhor do que consultar o próprio mercado local para saber quanto vale o que estamos estudando. A aplicação deste método de avaliação pressupõe:
Tratamento dos dados com a estatística clássica:A aplicação do tratamento por fatores deve refletir, em termos relativos, o comportamento do mercado, numa determinada abrangência territorial e temporal. Os fatores mais usuais são:
Aplicação dos fatores:1) - No caso de tratamento por fatores, os imóveis devem ser da mesma região e os demais atributos devem ter entre a metade e o dobro da do imóvel avaliando 2) - A utilização dos fatores deve ser na forma de somatório, após a consideração do fator oferta 3) - O valor homogeneizado de cada elemento, após a aplicação do conjunto de fatores, não poderá resultar aquém da metade ou além do dobro do valor original 4) - O conjunto de fatores aplicado à amostra será considerado homogeneizante quando, após a aplicação dos mesmos, o coeficiente de variação da amostra diminuir 5) - São considerados discrepantes elementos para os quais os valores unitários, em relação ao valor médio amostral, extrapolem a sua metade ou o dobro. Devem ser descartados caso a situação persista após a homogeneização 6) - Quando o avaliador tiver conhecimento de estudos ou projetos que possam vir a afetar o bem em avaliação ou existirem restrições especiais estabelecidas em leis ou regulamentos aplicáveis ao imóvel avaliando, aos elementos amostrais ou a região, as respectivas conseqüências devem ser explicitadas e consideradas a parte no laudo 7) - Parâmetros de cálculos de homogeneização existem muitos e para várias situações de avaliação. Usualmente, consultamos as seguintes fontes de referência para colhê-los: 7.1) - Norma do IBAPE-SP 7.2) - Norma do Instituto de Engenharia Legal para o Estado do Rio de Janeiro 7.3) - Tabelas da Lei 691/84 - Código Tributário da Cidade do Rio de Janeiro 7.4) - Planta de Valores desse Município 7.5) - Os documentos de referência mencionados já fornecem praticamente tudo em fatores de homogeneização para cálculos avaliatórios Tratamento dos dados com a estatística inferencial:A inferência estatística tem-se firmado ao longo das décadas recentes como a melhor ferramenta para analisar e compilar dados Considerações gerais1) - Dentre os métodos de inferência estatística, merece destaque o de regressão linear, por ser o mais fácil de ser realizado e ser mais comum entre os profissionais da área 2) - Inclusive, este sistema está bastante detalhado na NBR-14.653 parte 2, que lhe dedica minucioso capítulo 3) - A regressão linear se revela de uma grande clareza para a averiguação do mercado imobiliário 4) - Suas fórmulas são muito grandes e cansativas. Apenas mediante calculadoras e programas de computador podemos realizá-los com comodidade 5) - Se os dados forem errados, em termos de mercado, não adianta termos o melhor computador do mundo que o cálculo sai errado 6) - Pequenas diferenças de área, pequenas diferenças de idade e estado de conservação, contam pouco no cálculo final, isto porque trabalhamos com maior número de dados amostrais e, por probabilidade, os erros costumam se compensar 7) - Portanto, em regressão linear costuma-se trabalhar com banco de dados, que nunca oferecem muitos detalhes dos imóveis ali compilados 8) - No entanto, os atributos principais (variáveis independentes) tais como tipo de imóvel, padrão construtivo, localização, etc., são importantes de serem apreciados no cálculo, assim como as variáveis dicotômicas, tipo venda/oferta. O profissional deverá alimentar o programa de seu computador com estas variáveis, e este constitui o principal trabalho estatístico do avaliador 9) - Para o caso de avaliações imobiliárias, é recomendável o modo pré ordenado, seja com códigos alocados, seja com ordenadas "proxy", estabelecidas no eixo das coordenadas de cada variável 10) - Obviamente, primeiro calculamos cada dado amostral em reais por metro quadrado. Esta é a variável dependente, isto é, o valor de cada imóvel, que deve ser sempre decorrente das suas características 11) - Com estes valores unitários podemos trabalhar de dois modos no programa: da forma como eles se apresentam, ou transformados (logaritmos do valor) 12) - A NBR-14.653 determina a trabalhar com eles do modo comum, visto que a transformação dos dados busca apenas adequá-los à normalidade da curva gaussiana, tornando, por outro lado, difícil a rápida apuração do valor na análise gráfica MÉTODO DE CUSTOUtilizado para a apuração do valor das benfeitorias. Poderá ser obtido através de orçamento analítico ou de modelos consagrados que utilizam custos unitários de construção divulgados por entidades oficiais credenciadas Para a utilização do CUB - Custo Unitário Básico - a norma técnica sugere a seguinte fórmula (R$/m2 construído):
Do montante calculado, correspondente ao custo de uma construção nova, temos que deduzir o valor correspondente à depreciação física do imóvel. Para este cálculo, costumamos aplicar o percentual de depreciação da Tabela de Ross-Heidecke ou outros fatores admitidos pela norma, conforme o caso. MÉTODO EVOLUTIVO1) - É um método analítico que consiste na obtenção do valor do imóvel por meio do cálculo direto ou indireto dos valores do terreno e da construção devendo ser consideradas, também, as condições do mercado com o emprego do fator de comercialização 2) - O fator comercialização deverá ser fixado como resultante de pesquisa de mercado e poderá ser igual, maior ou menor que a unidade, dependendo das condições do mercado na data de referência da avaliação MÉTODO INVOLUTIVOO Método Involutivo serve para avaliar terrenos que são fora do comum e que não têm parâmetros de comparação. É um estudo de viabilidade técnico econômico para apropriação do valor de terreno bruto, não construído, alicerçado no seu aproveitamento eficiente, mediante empreendimento imobiliário FUTURO
OUTROS MÉTODOSNa avaliação de um imóvel, conforme características de mercado, deverá ser adotado um método ou a conjugação de metodologias Outros métodos aplicáveis são:
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Atualizado em 11/11/2010
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